sábado, 2 de agosto de 2008

O formato DV

DV formato digital utilizado no segmento semi-profissional. A criação do formato DV teve início em 1993, quando 10 empresas (Sony, JVC, Matsushita (Panasonic), Philips, Sharp, Toshiba, Sanyo, Mitsubishi, Thompson e Hitachi) formaram o consórcio HD Digital VCR Consortium. Em 1995 já haviam mais de 55 empresas no consórcio, em variados níveis de associação e contribuição. No final desse ano era lançado o formato DV, inicialmente com o nome de DVC (Digital Video Cassete), posteriormente mudado para DV (Digital Video). Utiliza para gravação fitas do tipo ME - Metal Evaporate.

A imagem, após capturada pela câmera no formato analógico RGB através do CCD, é convertida e digitalizada em uma primeira etapa para o formato vídeo componentes . Na etapa seguinte o sinal obtido é comprimido em uma proporção de cerca de 5:1 utilizando um conjunto de diferentes algoritmos (DCT, weighting, quantization, motion detection, run length amplitude, decimating, Huffman code), sendo o principal deles o algoritmo denominado DCT. A seguir, o sinal resultante comprimido é gravado na fita. O tipo de sampleamento utilizado na digitalização é o 4:1:1 e a imagem tem 720 x 480 pixels (345.600 pixels no total).

O DV foi desenvolvido com o objetivo de ser utilizado principalmente como um meio de aquisição e edição de alta qualidade, atingindo cerca de 525 linhas de resolução horizontal máxima. Foram criados 2 tamanhos de cassetes para este sistema: Mini-DV (66 x 48 x 12,2 mm) e Standard (ou Large DV) (125 x 78 x 14,6 mm) - para cada um, existem câmeras específicas, porém o padrão é o mesmo. Câmeras que trabalham com o formato Standard geralmente também aceitam o formato reduzido. O nome DV é utilizado às vezes como sinônimo do formato Standard DV. A largura da fita utilizada é de 6,35 mm (+/- 1/4 pol). Uma fita Mini-DV tem cerca de 65 metros de comprimento e uma fita DV, 250 metros. O cassete Mini DV, devido a suas dimensões extremamente reduzidas, permite a fabricação de câmeras digitais com tamanhos bastante reduzidos. O pequeno tamanho da fita no entanto não impede que uma quantidade grande de dados sejam nela armazenados. A fita Mini-DV percorre as cabeças de gravação à velocidade de 18,812mm/seg. (no modo SP, e 12,56mm/seg. no modo LP) e suas trilhas possuem tamanho extremamente reduzido: um minuto de vídeo neste formato ocupa pouco menos de 2 metros de fita, conseguindo armazenar cerca de 200Mb de informação. No cassete inteiro, cabem cerca de 13GB de informação. Quando armazenado em um disco rígido de microcomputador, o sinal DV ocupa 3,5Mb de espaço por segundo.

Assim como no padrão VHS existem duas velocidades (SP e LP) de gravação, que interferem no modo como as trilhas são gravadas na fita. Existem cassetes Mini DV de 30 e de 60 minutos (vel. SP). O modo LP - nem todas câmeras o possuem - grava 90 min. na fita de 60 min. . O cassete DV grava até 3 horas.

É parte opcional do padrão DV o uso de cassetes com memória: um micro-chip de memória (com 4K) instalado no cassete armazena informações tais como conteúdo da fita, títulos, data de gravação, etc... associadas à localização (trecho) da fita na qual estão gravados, permitindo desta forma o acesso rápido aos mesmos.

O DV usa fitas do tipo ME: neste tipo de fita, as partículas de metal fazem parte da mesma, ao invés de serem coladas sobre a mesma, como nos processos tradicionais. É fabricada em uma câmera de vácuo, onde o vapor do metal Cobalto fundido diretamente na base da fita, formando assim uma camada única e uniforme. Com isso dispensa-se o uso de colas e adesivos para aderir as partículas metálicas à base plástica. A superfície da fita torna-se uma camada compacta quase que 100% formada por metal em toda sua extensão, sem a existência de falhas microscópicas, ou seja, locais onde as partículas não aderiram. Esta característica permite a gravação de trilhas com track pitch microscópico, como é o caso das trilhas utilizadas neste formato. Por outro lado, evita também a ocorrência de dropouts (falhas na imagem causadas pela soltura de partículas na fita).

Além disso, a ausência de colas e adesivos permite a fabricação de fitas mais finas, contribuindo para a diminuição do tamanho dos cassetes, apesar da grande quantidade de informação gravada nos formatos digitais, como o DV. Sobre a camada magnética de partículas de Cobalto é colocada uma camada de Carbono para reduzir o atrito e a abrasão da fita com o cilindro das cabeças (que gira a uma velocidade bem maior do que a cabeça de uma fita VHS, com 1.800 rpm: no formato Mini-DV por exemplo esta rotação é de 9.600 rpm). Por fim, uma camada lubrificante é adicionada sobre a camada de Carbono, assim como outra camada protetora, também redutora de atrito (com os mecanismos de transporte) por trás da fita, facilitando o deslize da mesma. Todos esses fatores possibilitam o deslize mais suave da fita, implicando também em menor necessidade de limpeza das cabeças.

O áudio no formato DV: o processo de digitalização não efetua a compressão de áudio neste formato, somente o registro analógico, a amostragem e a digitalização propriamente dita. O áudio é gravado na forma PCM - Pulse Code Modulation. São 2 as opções de utilização: um par de trilhas estéreo de 16 bits de resolução sonora e 48 KHz de taxa de amostragem (qualidade semelhante ao CD-Áudio) ou 2 pares de trilhas estéreo de 12 bits de resolução sonora cada e 32 KHz de taxa de amostragem (qualidade sonora inferior). A opção 2 pares destina-se a prover a possibilidade de dublagem diretamente na câmera. No entanto, a manipulação do som é muito melhor desenvolvida na fase de pós-produção, assim, o ideal é o uso da qualidade maior de captura, ou seja, 2 trilhas e não quatro. Com 16 bits, pode-se ter até 65.536 valores diferentes de frequências sonoras (é o maior número possível de se armazenar no sistema decimal quando converte-se para este sistema os 16 bits do sistema binário). Com 12 bits, pode-se ter até 4.096 valores diferentes de frequências sonoras

Novos formatos utilizando o sinal DV foram criados após o lançamento do Mini-DV / Standard-DV; atualmente a família DV é composta pelos seguintes formatos:


O texto foi retirado do site: http://www.fazendovideo.com.br/vtfor5.asp

domingo, 27 de julho de 2008

Sensores CCD e CMOS

Atualmente o preço das câmeras digitais tem caido principalmente por causa da utilização dos sensores CMOS(complimentary metal-oxide semiconductor) no lugar do famoso CCD(charge-coupled device), ambos começam da mesma forma, convertendo a luz em eletróns, depois disso vem a parte da leitura de valor ou de carga acumulada de cada célula na imagem, no CCD a carga é transportada pelo chip até um de seus cantos, um conversor analógico digital converte cada valor de um pixel em um valor digital. Geralmente nos CMOS há vários transistores em cada pixel quem amplificam e movem a carga usando ligações mais tradicionais, a fidelidade do CMOS é mais flexível pois cada pixel é lido individualmente. O CCD usa um processo especial que permite o transporte de cargas sem distorção, esse processo leva a sensores com ótima qualidade em termos de fidelidade e sensibilidade a luz, já os CMOS são fabricados com processos tradicionais usados na maioria dos micro processadores, e estas diferenças na fabricação levam a algumas variações entre os sensores como:

- Os sensores CCD criam imagens com maior qualidade e menor ruído que os CMOS.
- Sensores CMOS necessitam de pouco energia.
- CCDs usam um processo que consome muita energia, os CCDs necessitam de cem vezes mais energia que os CMOS.
- CMOS podem ser fabricados facilmente em uma linha de produção especializada, então são mais baratos que os CCDs.

Para quem se interessou pelo assunto maiores informações podem ser obtidas(em inglês) no link: http://electronics.howstuffworks.com/question362.htm

sábado, 26 de julho de 2008

Panavision


Bom galera para quem não sabe a Panavision é a líder do mercado de câmeras, lentes e acessórios para cinema, tv e publicidade da América do Norte, Europa e a área do Pacífico da Ásia. Ela tem sido largamente usada em filmagens durante os últimos 30 anos, além de produzir e alugar sistemas de câmeras a Panavision também trabalha com alguns tipos de iluminação, além de filtros de luz e alguns outros filtros de correção de cores. Atualmente ela também investe na captação digital com uma versão modificada da Sony 24P CINEALTA que vem com as lentes PRIMO DIGITAL e outros acessórios especialmente desenvolvidos.
Essas e mais informações em inglês estão disponíveis no site da própria PANAVISION cujo endereço é: http://www.panavision.com/

Avant Premiere

Bom galera nesse blog procurarei unir o útil ao agradável e colocar várias informações sobre equipamentos utilizados em cinema, afinal todo estudante de cinema tem que pelo menos saber o que e quando usar!;D